Rapperswil-Jona - april 2009I'm sad.... too sad.
estou a dois anos sem tempo para amor, para amar.... não tenho tempo pra mim, muito menos para dar a alguèm que faça algo por mim. Tenho corrido eu mesmo atras do que acredito ser melhor pra mim, e não tenho encontrado em ninguém algo que eu mesmo não possa fazer
Mas certos momentos, num descuido, ele chega... O amor é estranho, é supervalorizado, é incompreendido. semana passada eu ouvi de um amigo que ele nunca amou. Tive tempo para olhar pra traz e ver que o que amei faz com que eu tenha inveja dele. acho que não amar é ser livre. nos faz desprender de laços, de medos, de pátrias...
E nestes dois anos tive dois descuidos. e ele me tocou. Foram toques rápidos, sutis. mas é como alguem que toca em seu ombro e mostra um mundo alem da colina, e a pergunta é direta: Vai pular?
Acho que o certo é pular de cabeça para que ao cair você perca os sentidos e não pense mais nos porquês, nos prós e contras, nos perigos de se entregar a alguem. porque ao amar nada faz sentido, nada alem da pessoa que amamos...
Não sou muito de sair, pareço um louco que vive a vida intensamente, e ate tento, mas prefiro os dias, explorar a luz natural, e por isso quase não crio oportunidades de conhecer pessoas onde estas estão a procura de alguem. Eu sempre estou a procura de outros, de outras e ate de mim mesmo. Mas as vezes acontece de um amigo lhe oferecer uma noite, um bilhete, uma entrada, uma diversão, e você aceitar de forma cortês, mesmo que aquilo não seja o que você realmente queira. Foi assim, partimos juntos e ainda brinquei: só vou pra casar. Palavras não devem ser jogadas ao vento...podem cair nos ouvidos errados, e ate de forma errada.
Cheguei a noite como tenho chegado nos raras vezes que saio: de forma notória (Wesley na Itália que não aceita nem acreditar) e não tive tempo de chegar ao bar (mesmo que não beba álcool, vou direto a um quando chego, mania adquirida depois de amigos como Wesley, Marquinhos, William e Bill.... e já fui pedido para ser apresentado.
a historia já tinha seus personagens.... as cenas ja tinham sido escritas, bastava os principais fazerem seus papeis, e estavam ate convincentes... já se criavam espectativas e ate planos.
estive disponível. faltei a trabalho, criei situações, fui a caminho de alguem que acreditei. E fui correspondido. Mas o medo teve seu papel aceito e deram fala a uma figurante que sempre cerca de entrar nas cenas mais difíceis de serem feitas, e ele foi reconhecido - era a mentira.
Dai quem dirigia trabalhou com a insegurança, técnica importante da sala de cortes. e é ali que o filme pode perder sua importância histórica, ou ate mesmo um de seus grandes personagens. Por medo de me tornar antagonista de mim mesmo, preferi eu mesmo pedir a morte de meu personagem, não por amor, mas pela medo de amar.
Tudo porque o sexo, personagem tao fácil de se escalar, e que se encontra em qualquer historia mais tosca que seja, é mais valioso a um publico pobre de sentimentos que o incompreendido amor, personagem nobre, que prevalece nas historias épicas em preto e branco.... O amor de hoje é diferente e não mais compreendido, fácil de descartar do mais vil folhetim...
e isso exigiria demais de mim.... ate pensei em abrir mão de tudo. mas precisei de receber meu cachet no final, e fazer minha parte na historia, de forma curta, mas fácil de ser entendida ao grande publico sedento em devorar mais um autodenominado artista....da arte de amor sem amar....
E aqui me encontro. pieno d'amore.... mas incompreendido a quem amo.... por medo de amar.
quão dúbio é meu amor.... how dubious is my love ....
quão débil é meu amado.... how weak is my beloved ....
ich bin Liebe
2 comentários:
Beautifull and sad..
love..
Eu adorei este texto cheio de verdades...
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