quinta-feira, 14 de julho de 2011
Me ausentei
sábado, 26 de março de 2011
A caminho da Índia
Parti de Seoul, uma cidade bem organizada, com transportes públicos eficientes, justo ao maior inferno do gênero... Índia
Vôo tranqüilo, assisti dois filmes: "O discurso do rei" e "alem da vida" do Clint Eastwood, estrelado pelo Matt Damon. Gostei dos dois, mas alem da vida foi o mais fraco filme do Clint que vi nestes últimos anos.
Chegando na Índia (Bombai), ficamos esperando na pista para podermos estacionar.... resumo do que vinha pela frente.
Imigração tranqüila, afinal eles sabem que estava chegando de primeira classe. Retiro minha mala, passo pelo raio x, depois pelo controle de mala, depois pelo controle doganale que fica com um papelzinho que não tinha escrito nem nome nem passaporte nem vôo, preencho e entrego, passo por um controle pra ver se a mala é minha mesmo, e saio...mas saio literalmente, porque esqueci que em aeroportos indianos não tem saguão onde as pessoas possam entrar. acompanhantes não entram no aeroporto, só quem vai voar. E eu ao esquecer, sai, e já não podia mais entrar. Fiquei doido, pois tinha que confirmar meu vôo pra Delhi, que foi comprado um dia antes e não deu para eu imprimir o bilhete, tinha que fazer cambio de dinheiro, tinha que dar um telefonema e nada disso la fora tinha, só um monte de indianos e de taxistas... chorei na porta pra voltar mas chamaram foi a administração que disse que eu não entraria porque simplesmente ali era o aeroporto de chegada e só de vôos internacionais, tinha que pegar um taxi para ir para o nacional.
Corri pro taxi pré-pago, perguntei se existia como trocar dinheiro, a mulher disse que era crime, fugi....
Respirei, esperei 10 minutos e fui nos taxistas, falei do meu problema, ao explicar tudo com meu ingles fraquinho, eles se olharam: ninguém falava inglês (eu pensava que todos falassem, afinal era uma colônia inglesa, oxi... não sou perfeito)
Mas ao verem as 50 libras (não me perguntem o que eu fazia com 50 libras, eu só queria a tal rupia pra sumir dali.
Eles toparam 1 libra por 50 rupias, então 50 libras deu 2500 rupias. Perguntei se daria pra pagar o taxi ate o aeroporto, me garantiram que sim, nem queria saber o quanto perdia, estava ajudando um Indiano (esta é o melhor consolo que encontro pra não ser taxado de besta), volto pra fila do taxi pré-pago, porque já disse e volto a dizer: se você não conhece o lugar, nunca pegue um taxi normal, taxi pré-pagos são empresas serias, que mesmo tendo alguma taxa que possa fazer ficar insignificantemente mais caro, você sabe que será aquilo, apenas aquilo que você vai pagar.
Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa intolerante, preconceituoso, nem enjoada, gosto de povão. Mas sarrado por indiano agüentando a suvaqueira a frente....nao da.
Me encolhi no canto do balcão, esperei umas 4 pessoas alem de onde eu estava pra poder pagar o taxi. Preço: 135 rupias...
Deveria comemorar por pagar tao pouco, mas so pensava na minha libra, na cara da rainha se despedindo de mim por causa de 135 rupias... nem 3 euros... nem mais 7 reais.
Vumbora pro Delhi. Fui pegar meu taxi, escolheram um triste de se ver, mas o motorista parecia simpático. Ele colocou minha mala e abriu a porta...cavalheiro.
Entrei, estava escuro... mas senti o vento, que ao ele entrar pude ver: uns 700 mosquitos. Talvez seja por isso que custava tão barato: eles não gastam gasolina, os mosquitos vão voando com a gente dentro. Aquilo carregaria ate Kaká di Polly. PQP.
Abri minha janela, criei uma teoria que o vento mantém mosquitos longes. Péssima idéia, entrou os 300 que ainda cabiam, agora eram mil....fechei a janela, lembrei da febre amarela e a malaria...fui ver ate quando valia minha vacina, ufa: 2021. Tentei manter a lembrança de tokyo, terremoto, tsunami, vazamento atômico, falta de energia, comida contaminada... o que era aqueles mosquitinhos....
O homem corria, lembrei de Mirella e sua mania de só entrar em taxi com cinto de segurança... então pensei: Porra, vai a pe então querida, aqui você vai a pe.... porque aqui não tem
O carro para no meio das tantas obras entre os dois aeroportos, acho que estão fazendo viadutos para ferrovia e eis que um caminhão bate num andaime, ouve uns gritos e um bambu...sim, andaimes feito de bambu, vem em direção ao taxi... os gritos assustaram o taxista, que disse que as vezes cai coluna dos viadutos, esmagando tudo que esta em baixo.
Lembrei do filme do Clint, pensei que depois de tudo que passei, morrer em baixo de uma coluna de ferrovia de Mumbai seria muita ironia de um destino... e agradeci pelo bambu. Nem Silvio santos lembrara tanto do bambu quanto eu.
Cheguei no aeroporto nacional, dei gorjeta ao taxista (adoro, nem 5 reais) e fui entrar no aeroporto.
Opa, La em cima eu disse que não se entra ninguém em aeroporto, só quem vai embarcar, e isto se prova: com o bilhete de embarque. E eu nem sabia qual companhia ia voaria pra Delhi. Tentei chorar com o segurança e... aprendam: num país de tanta desgraça, chorar é como rir na cara deles. So tomam antipatia. Me mandaram sair da porta, e tentar resolver em outro lugar
Fui a uma agencia, na entrada do aeroporto, por sorte uma moça era bem simpática, dei meu passaporte e expliquei meu problema, ela se dispôs a olhar se tinha meu nome na companhia com qual trabalhava e não... não tinha, mas que na outra agencia ao lado da spice jet, eles tinham vôo aquela manha.
Parti pra spice jet, mesmo sendo tão spice girl ( a musiquinha
Spice World entrou na minha cabeça e so sairia em Delhi) e la também tinha uma moça super simpáticas (elas são instruídas a servirem, lembrei) que me encontrou na lista de passageiros. OH GOD, THANKS. Olhos cheio de lagrima, queria dar 5 reais ali também, mas para alguns, parece ofensa (pra falar a verdade pra mim tb seria....5 reais)
Entrei no aeroporto, fiz check in, controle de bilhete, controle de bolsa de mao, controle de segurança, uma fila gigantes de homens, aquele inferno de: suvaqueira, na frente, sarro atrás, tiro computador, passo, levo revista, pego minhas coisas, vejo um louco que tentava embarcar com duas chaves de fenda enorme, uma chave inglesa que se ele quisesse matava toda a tripulação com uma cajadada so, e ainda uma furadeira, pelo que o povo ria dele falando, acho que a desculpa que ele tinha era que a furadeira nao funcionaria sem uma tomada... tinha ele razão...
Mais um controle de bilhete e mais um controle de bolsa de mao... eis me aqui... sentado esperando o vôo pra delhi. E que Deus continue me protegendo... os deuses também....
ps: Leda ainda diz que mato ela de inveja quando viajo pra India... Masoquista...a única palavra que encontro para qualifica-la... e kd o Eduardo ein??? India tem tudo a ver com ele.
terça-feira, 22 de março de 2011
Bethania e o blog - o mundo precisa de poesia
O Cirque du Soleil (pasmem), ganhou uma liberação espetacular de 9,4 milhões de reais em 2006.
Xuxa Ministério da Cultura liberou a produtora Conspiração Filmes a captar 6,4 milhões de reais em recursos para Xuxa em O Mistério de Feiurinha.
TV Zero (responsavel pelo filme da vida de Bruna surfistinha) adaptou o sucesso literário 'O Doce Veneno do Escorpião', também conhecido como o livro de Bruna Surfistinha. Com uma arrecadação do Minc de R$ 3.998.621,65
Wilson Simonal, o musical, para contar a história do cantor carioca. Pelo pedido de captação de recursos é um projeto ambicioso: 5,6 milhões de reais, ja aprovados
Gal Costa vai captar 2,2 milhões de reais via Lei Rouanet para a realização ainda este ano do projeto Tom de Gal, com suas interpretações para músicas de Tom Jobim. (denovo) pra depois vender ao publico.
Marisa Monte ganhou no Minc autorização para captar R$ 4.994.530,00.
Vai, Vai (escola de samba - captou 2,2 milhões de reais em recursos via Lei Rouanet para fazer o carnaval deste ano.
Centro de Memória Presidente Fernando Collor (sim, existe um), captou 392 000 reais para manter a memoria do nosso presidente
Marilyn Monroe (nao...nao pessoalmente via mesa branca): uma megaexposição sobre Marilyn Monroe. ja tem o.k. para captarem 1,5 milhão de reais
Os produtores do musical New York, New York conseguiram uma autorização do Ministério da Cultura para captarem 5,1 milhões de reais para produzirem o musical em São Paulo ainda este ano. Os ingressos custarão 100 reais.
quarta-feira, 16 de março de 2011
cronica de um Viajante
sábado, 11 de dezembro de 2010
dividido entre "A Paixão segundo GH" e "Clarice Lispector - uma vida" que é a biografia dela feita por Benjamin Moser
somente a noite que a Leda veio me lembrar que faziam 33 anos que ela morreu
o ano que nasci Clarice morria, deixando um grande tesouro para nossa literatura, mas sua ausência é sem duvida uma grande perda
Clarice nasceu na Ucrânia...mas ela era brasileira, se assim temos que dizer (por que ela não era deste mundo, se analisarmos)
aqui alguns trechos do inicio da Biografia que estou lendo:
clarice era uma estrangeira. Não porque nasceu na Ucrânia. Criada desde menininha no Brasil, era tão brasileira quanto não importa quem. Clarice era estrangeira na terra. Dava impressão de andar no mundo como quem desembarca de noitinha numa cidade desconhecida onde há greve geral de transportes...
ela próprio escreveu, uma vez: "Sou tão misteriosa que não me entendo"
"Meu mistério", insistia noutro texto "è não ter mistério"
Ela ficou paralisada quando a famosa cantora Maria Bethania se lançou aos pés dela exclamando: "Minha Deusa"
.
O leitor de Clarice vê uma alma virada do avesso
Uma vez ela sonhou que tinha sido expulsa da Rússia: "Só mulheres femininas eram permitidas na Russia - e eu não era feminina", contou.
já no livro "a Paixão segundo GH"
Não minto para formar verdades falsas. Mas usei demais as verdades como pretexto. A verdade como pretexto para mentir? Eu poderia relatar a mim mesma o que me lisonjeasse, e também fazer o relato da sordidez. Mas tenho que tomar cuidado de não confundir defeitos com verdades. Tenho medo daquilo a que me levaria uma sinceridade: à minha chamada nobreza, que omito, à minha chamada sordidez, que também omito. Quanto mais sincera eu fosse, mais seria levada a me lisonjear tanto com as ocasionais nobrezas como sobretudo com a ocasional sordidez. A sinceridade só não me levaria a me vangloriar da mesquinhez. Essa eu omito, e não só por falta do autoperdão, eu que me perdoei tudo o que foi grave e maior em mim. A mesquinhez eu também a omito porque a confissão me é muitas vezes uma vaidade, mesmo a confissão penosa.
terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.
Clarice Linspector....
Eu tambem me jogaria ao teus pés...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Parabens Ana Dummer
Nunca tive dificuldades em fazer amigos, e por isso tenho grandes amigos... e não sao poucos.Alguns como irmãos, alguns como nossos pais, alguns sempre presentes, outros já ausentes que fazem da sua chegada um grande acontecimento, mesmo que seja por um curto periodo, faz um grande momento. Tenho amigos que nasceram para brilhar, mas há aqueles que preferem ser coadjuvantes, mas conhecem todo meu texto e soltam sempre a deixa na hora certa quando me perco no meu personagem da vida.Há aqueles que sáo loucos por beleza e precisam sempre dos meus elogios, mas há os mais loucos que ainda vivem me elogiando. Há de tudo, e em mim há um pouco de cada, e um tanto de todos e de tudo. Isso porque Tenho Amigos de verdade pq Sou um Amigo de verdade e verdadeiro!Mas como a amizade nasce? como se planta? quando se sabe que podemos colher seus bons frutos? Posso me lembrar muito bem de como voce chegou.Amiga de amigo, no meio de uma turbulência com diversos nomes importantes, onde eu e voce erámos os unicos coadjuvantes e abservadores e tinhamos a mesma opiniao daquilo tudo. Nao nos envolvemos, mas como sábios escorpiões, analisamos tudo e tivemos a mesma conclusão. Ali começava a nossa afinidade, e ali, muitas daquelas pessoas passaram porém nos ficamos. Marcamos encontro em Vitoria e em Laranjeiras e comparecemos, depois Paris, Torino e Roma. Fui a tua casa, voce a minha, Toquei tua alma em Roma, Julguei te em pleno Forum Romano e vc acatou tão bem meu juizo. E neste momento ja erámos trêse nosso amor era, apesar de primeira pessoa, no plural: Eu AMOS Voce. E Amos nos dividia atenção, sempre adicionando coisas e multiplicando otimos momentos.Repetiu-se os encontros marcados. Voce furou em Londres, porque nao tem boa memória de lá (e eu amo), furei em Amsterdam (que é impossível nao amar); nos encontramos em Torino (desta vez sem Ópera), furei em Firenze por justa causa: trabalho. E nos despedimos em Roma, no mesmo hotel, no antigo centro do mundo e Dali cada um voltou à sua vida. Mas podemos nos encontrar novamente em qualquer parte do Mundo, vc pode mudar sua opinião sobre Londres, podemos cansar de Amsterdam, brigar e fazer beicinho com Amos,podemos voltar a Torino e ver uma Opera, e completa... Amarmos Firenze juntos, mudarmos de trabalho (isto ja fiz) e talvez não conseguirmos vaga no hotelzinho nosso de sempre. Tudo pode ser diferente da proxima vez, mas o amor será sempre o mesmo, A Amizade será sempre grande e nossa sintonia continuará porque somos amigos de verdade... sim, temos muitas afinidades. Nos completamos em palavras, atitudes, e em opiniões. Somos Fortes, temos Hombridade e queremos a mesma coisa: A Felicidade em Vida!E minha felicidade tem como base a Familia, os Amigos e uma Profissão que nos traga Satisfação em todos os sentidos... Sou Feliz por ter os Três
e por Vc fazer parte da base sólida de minha Felicidade.Você é uma Amiga composto ,com diversos pontos citados no início da minha dedicaçao, mas o mais importante: Eu Sou seu AMIGO e tenho Sua Amizade.
Obrigado por Você existir na minha Vida comemorando mais um ano juntos...Um ano de ganhos e tb de algumas perdas, de momentos ótimos,e outros nem tanto...enfim, apesar dos atropelos e dificuldades inerentes à VIDA de cada um continuamos aqui com saúde, inteiros e em PAZ com nós mesmos e com todos que convivemos...
Parabéns Amiga nesta data querida...